História da Coréia 1 Parte 2

Atualizado: 26 de jun. de 2021

Nessa parte 2 veremos como a península coreana vai agora primeiro se confrontar com a ofensiva determinante dos chineses da dinastia Han, isso já nos últimos 2 séculos antes de Cristo, como ela vai ser regida numa forma confederada por algum tempo. Depois a ascensão à um Reino centralizado no norte da península coreana e alguns outros reinos que eventualmente vão compor a base histórica da península coreana. Então, entramos agora nos acontecimentos históricos iniciais que vão compor a nação e a história coreana. Então vamos lá!

Coloquei acima algumas imagens para vocês entenderem qual é a situação da península coreana, que até então, existia algum Reino mais centralizado que era o Reino de Choson na região norte da península coreana que também incluía o território manchuriano.



Então, a gente tem que entender que estão muito ligados os acontecimentos do Reino Chinês e de povos da região da Manchúria inicialmente e como isso vai afetar Choson. Nos primeiros séculos antes de Cristo, Choson vai atravessar uma série de mudanças nas fronteiras com a China, eventualmente um regente seu chamado Wimam , ele vai se manter no poder em Choson e vai governar sobre essa região. Já com a ascensão da dinastia Han na China, com o imperador chinês Wu, em 108 a.C, ele vai para cima do Reino Choson, ele vai incorporar diretamente então toda essa região para o Império chinês. Os tratados de paz vão ser estabelecidos, Choson embora submetido, vai permanecer quase como uma fronteira do Reino chinês, submetido ao Reino chinês, nessa região da península coreana.



E nos séculos posteriores toda a península vai ser regida por regentes Han, da dinastia Han, eles começam a organizar um sistema quase que confederado, de organizar a região de fronteira leste do Império chinês e depois eles vão organizar centros confederados para essa região sob governadores designados do Império chinês. Eventualmente a capital dessa região regida por representantes chineses vai se dar em Lelang ou Nangang, com a capital perto de Pyongyang. E apesar disso as evidências arqueológicas começam a mostrar que embora sob Regência de representantes, funcionários chineses, já existiam traços artísticos e étinicos bastante distintos dos chineses. Eram regiões de ministros de forma confederada e autônoma, isso era vindo até do costume da região, da península, e claro, não haver uma unidade política não significa que ali fosse plenamente chinês. Então havia ainda um quadro bastante diversificado de etnias nessa região, claro, ainda não temos nada a dizer a respeito de uma nação coreana nessa época. Na verdade é somente no século 15 d.C que podemos afirmar alguma coisa de que exista uma fronteira definida entre a Coreia e a China. Até agora temos uma situação bastante fluída de fronteira da China administrando e influenciando certamente essa região, e temos uma base do que vai ser e já se tornar a Coreia como nação.



Então Leland se estabelece, existem outras unidades confederadas sob supervisão dos chineses, isso tudo é narrado nas crônicas chinesas, eles tomam nota, essa tradição confuciana de anotar oficialmente os acontecimentos e é bastante datado também, como na Crônica dos 3 Reinos escrito no século III d.C. É interessante porque esse livro narra que houve nessa região alguns reinos, existia por exemplo o reino chamado Buyeo bem ao norte da península coreana, na região da Manchúria, outro era Okcho na região mais a leste, e ao sul havia um povo chamado Ye que viveu ao longo da costa oriental coreana. E mais pro sul aí já longe da dominação dos chineses de Han, tinha florescido 3 reinos, assim conta essas crônicas, Ma-Han, Pyon-Han e Chin-Han. E esses três que por vezes é referido como Samhan, esses três povos que foram os prováveis ancestrais das posteriores dinastias coreanas. Chi-Han por exemplo, é ele que vai gradativamente se consolidar nessa região e vai provocar a união dos outros povos das regiões meridionais. Entre os de Ma-Han por exemplo, os chineses vão relatar que não tinha nem mesmo uma língua comum, que era mais um conjunto de pequenas unidades de lealdades. Todos os três reinos no sul coreano eram compostos em sua maioria por agricultores espalhados em terras férteis entre as montanhas e o mar, sem qualquer sinal de defesa, de organização bélica e muralhas. Pyon-Han e Chin-Han não contavam mais do que alguns milhares de grupos familiares e entre esses, assim contam os chineses na crônica, que tinham o hábito de tatuar os corpos e de deformar as cabeças dos renascidos visando uma forma mais alongada do crânio. Agora, em contraste, outro Reino referido que é o de Koguryo na região bem ao norte da península, região manchuriana, eles eram compostos não de agricultores mas mais de montanheses, que no século III narra-se que sua população era de algumas dezenas de milhares de famílias todas mais afeitas a cavalaria e ao nomadismo.



Bom, depois de algum tempo já nos primeiros séculos de nossa era, a disnastia Han século IV d.C, começa a entrar num período de declínio e fragmentação, o Império chinês portanto, isso vai ter consequências porque haverá uma retração da presença chinesa na região da península coreana, e o reino de Koguryo no norte, começa a investir contra essa retração dos chineses aqui na região da península, então eventualmente tropas de Koguryo investem contra cidade Lelang, e vence em 313 d.C. Após esses eventos, inclusive o regente de Koguryo ele vai passar a ser referido pelos chineses com o título de Hwang, seja Rei. Reconhecimento, portanto, já de uma certa proeminência de um Reino local fora da dominação direta dos chineses, e Koguryo na verdade foi resultado de séculos de expansão, de hegemonia nessa região bem ao norte, na Manchúria.

Já no século II d.C, já era visível esses sinais de enfraquecimento da dinastia Han, e a península coreana já tinha sofrido ataque de povos nômades vindos da região mais a noroeste, com uma rede de alianças de povos nômades, chamado de Xianbei, que vai inclusive fustigar as fronteiras norte, as defesas da Muralha da China, e por volta do ano 300 então, essa aliança de Xianbei inclusive ataca fustiga, os Hans ao norte e Koguryo aproveita essa situação e se estabelece em toda essa região.



Eventualmente, em 372 d.C, Koguryo já apresentava sinais de que era hegemônico nessa região norte, mas uma coisa muito curiosa é que já tinha uma significativa influência dos chineses, da cultura chinesa nessa região. Por exemplo, Koguryo já tinha estabelecido uma academia confuciana para os seus funcionários treinarem e lerem os clássicos confucianos. Por volta dessa mesma época, depois de 372 ela começou a promulgar leis, código confuciano de organização tanto das suas leis e dos seus ritus importantes para preservação da ordem e da estrutura burocrática do seu Estado. Na verdade ela carrega consigo todos os valores confucianos chineses, mas é uma entidade a parte do Império chinês. Em 427 um Rei de Koguryo, Jangsu, vai mudar a sua capital para uma região um pouco mais ao sul do Rio Yalu e o que hoje é Pyongyang. Depois ele vai estabelecer sua presença mais ao Oeste e domina a região de Liau-Tung. O seu sucessor no reino, Gwanggaeto, vai dominar toda essa região e já consolida toda essa dominação de Koguryo, inclusive incorporando a península de Liaudong chegando inclusive até mais ao norte a controlar praticamente 2/3 da península coreana. Eu tenho aqui um mapa já no auge da expansão de Koguryo, já no século IV e o século V.

Outro Reino que vai começar a ganhar notoriedade com essa retração dos chineses em fragmentação e também de povos além da muralha, da Confederação de Xianbei, por exemplo, e dos Khitans que que começam a se fazer presentes na região próxima, vão ser três reinos mais meridionais da península coreana, um deles vai ser Baekje, que vai ser fundado por um dos filhos do primeiro rei do Koguryo, Jumong, essa linhagem real de Baekje com a de Koguryo vão buscar traçar sua ancestralidade a povos ancestrais coreanos chamados Puyo, Baekje na verdade começou com uma reunião em torno de 50 famílias na região de Ma-Han no sudoeste coreano que com o tempo vai dominando essa região mais a sudoeste, há contato com os chineses, os primeiros registrados em 372, e 386 o regente de Baekje vai receber o título dos chineses de rei de Baekje, uma espécie general protetor do leste, o seu antecessor inclusive tinha já expandido e controlado Reino no seu auge territorial, e vão consolidar então as alianças com os chineses para visar um contraponto que os chineses têm com esse Reino, para servir de contenção meridional pro Reino de Koguryo. No século IV Baekje vai ser derrotado, vai ser reduzido pelo outro Reino vizinho que vai ser Silla. E Silla vai se desenvolver a partir da região Chin-Han no sudeste da península, esse reino virado para a Costa leste da península coreana vai ser a mais remota, vai demorar mais a se desenvolver. Em 503 os líderes de Silla vão abandonar seus costumes anteriores, e vão assimilar títulos regenciais chineses, e também vão ser referidos como Hwang, rei. Em 520 em diante Silla começa promulgar uma série de leis de influência chinesas confucianas, em 535 Silla já é um Reino que começa a aceitar inclusive a entrada de ideias budistas. É muito interessante, é uma novidade 10 anos depois de 545 Silla começa a escrever sua história oficial, já com denotanda presença do budismo, eventualmente eles vão se aliar a Koguryo e vão começar a atacar o Reino de Paekche em meados do século VI e eventualmente vencem em 553.



Bom, a estrutura de Silla, e é importante a gente reter essa informação, porque ela vai se consolidar em torno de clãs, esses clãs depois vão ter proeminência ao longo da história coreana. Estamos vendo aqui as origens fundamentais dos reinos coreanos, então esses clãs tinham sobrenomes familiares que hoje são muito correntes entre os coreanos como os Kim, Park, Suk, e até o século IV esses chefes Silla, eles vão reinar sobre um sistema quase confederado de conselho de notáveis, essas famílias nobres de Silla. Havia um outro pequeno Reino aqui na região, mas ele vai ser derrotado por a Baekje que vai ser o Reino de Gaya. Então voltando um pouco a Silla, Baekje e Gaya no século VI/VII eles vão ter uma consolidação própria longe de Koguryo, vai começar a apresentar traços distintos esses reinos, por exemplo, tem uma cerâmica própria dessa região, cada Reino apresenta características distintas, os monumentos funerários chamados de kogum, muito interessante porque no Japão era se referido a esses monumentos funerários como kofun, vamos denotando já uma ligação que existe com arquipélago japonês. Túmulos de pedra também eram apresentados em Koguryo mas um pouco diferente mas em parte esses túmulos são um pouco mais arqueados e em Silla são geralmente madeira recoberto de pedras. Então foi por volta da consolidação desses reinos que houve, já há registros que depois a vai ser narrado em crônicas chinesas, de povos com essa influência que estabelecem nas regiões meridionais do Japao, e eles são referidos inclusive de maneira pejorativa pelos cronistas chineses, no século IV, como “os anões” que hoje seriam os japoneses. Há similaridade já com a cultura japonesa durante essa época inclusive, formam inclusive imigrantes de Baekje e de Silla que vão atravessar os mares do século quarto ao sétimo e vão espalhar não somente a sua cultura como também as ideias do budismo pro leste, ou seja, as ilhas japonesas.

O budismo ele na verdade vai vir com uma série de interações das regiões ocidentais da China com rotas vindas desde o norte indiano onde surgiu através do Paquistão, atravessar região do deserto de Gobi pro norte, ao longo do Rio Amarelo, região manchuriana e vai chegar ao norte pela península coreana, e daí projetando-se para o arquipélogo japonês. Essa religião ela carregava um apelo maior do que o confucionismo que era muito estruturado e hierarquizado, ela era uma mensagem muito mais universal e não exclusivista, qualquer um portanto pelo budismo podia atingir uma iluminação espiritual sem distinção social de gênero e de etinía. Então o apelo universal é muito maior, é claro que o budismo quando espalhar-se pela China ele primeiro tem que se confrontar com um confucionismo que não é bem uma religião, mas é uma estrutura cívica, burocrática enorme e também com taoísmo nas terras chinesas. Claro, haverá uma mescla, uma miscigenação de culturas, durante toda essa parte, e o budismo que vai se alastrar pela China, vindo da região norte da Índia, da região da rota da seda, aqui vão ser traduzidas as escrituras budistas da escola mahāyāna do sânscrito pro chinês e então vai se espalhando ao longo do século IV pela China através de comerciantes e monges, pelas terras chinesas. Eventualmente na dinastia chinesa de Chin, no final do século IV, ela vai começar a promover mais o budismo com influências inclusive de teores a tibetanos, que já tinha incorporado cedo os valores do budismo. E eventualmente um monge budista Sundo, vindo do reino de Chin chinês ele vai para as regiões orientais e chega a Koguryo em 372 d.C, e ali ele começa a confrontar-se com as práticas xamanistas da região.



O rei de Koguryo, fica fascinado com essa nova religião, isso já meados do século IV, E satisfazendo a sua curiosidade a respeito da ordem cósmica do novo credo ele vai tornar essa, a religião oficial do Estado de Koguryo. E é decorrente dessa decisão que as primeiras imagens e estatuetas de Buda dessa região, em terracota e em bronze Dourado, muitos usados como talismãs são encontrados hoje em alguns museus em Seul e no mundo. Estamos vendo os primeiros passos da entrada do budismo no século IV d.C na península coreana, a aceitação do budismo por Koguryo fazia parte de um plano do governo de se estruturar em termos burocráticos, e tem um apelo de integração social, de legitimidade do Estado Koguryo na região. Koguryo era antes muito mais uma coleção de clãs e lealdades, e com a promoção do budismo isso poderia cimentar uma nova unidade de coesão política, o budismo podia também ofertar novas alianças e contatos internacionais com outros regentes e lideranças budistas muito além da localidade restrita ao nordeste asiático. É claro, o budismo vai sendo adotado junto com o confucionismo, pelos governantes subsequentes de Koguryo e o confucionismo vai ser muito mais o que vai estruturar burocraticamente e hierarquicamente os reinos coreanos.



O funcionalismo inclusive vai ser muito mais prestigioso para os magistrados e funcionários do Estado, sistematizando e mantendo o funcionamento da máquina do governo para manter registros e compilação das histórias oficiais do reino. Então o budismo e o confucionismo, eles fundamentalmente vão estruturar e manter os nascentes reinos coreanos no século IV d.C, muito além de Koguryo, 384 d.C, o Reino de Baekje vai também adotar iguais medidas, um regente Baekje vai promover alguns ensinamentos de um monge indiano e depois isso também vai ser institucionalizado por Silla em 527 d.C, Gaya também vai adotar, e isso depois ser levado para os japoneses em 584 d.C em diante. O fato mais notável, por exemplo desse período, vai ser o erguimento de uma stela que marca a região coreana e os limites dos reinos de Koguryo e chineses ao longo do Rio Yalu na Manchúria. O rei de Koguryo, Gwanggaeto como já disse tinha expandindo suas fronteiras em boa parte do nordeste asiático atingiu o Rio Sungari ao norte, no vale do rio à Oeste e a Costa marítima e leste, até se expandido ao sul ao longo do Rio Han. Gwanggaeto na verdade é um título que significa “território de expansão” e esse vai ser um dos reinos mais notáveis da região da península coreana no século V d.C. Depois de Gwangaeto, Changsu seu filho, vai consolidar o reino, o auge do Reino de Koguryo e essa stela vai mostrar então como era como tinha se consolidado poderio de Koguryo. Tem relatos inclusive de chineses de a avanços de Baekje contra nações nômades mais ao noroeste da península coreana, também há relatos de que Koguryo já tinha derrotado outros reinos na península coreana mais ao sul.



No século VI temos a ascensão de Silla. Silla na verdade vai ser um reino coreano que eventualmente vai se expandir na ponta sudeste, ela já consegue engolir o pequeno reino de Gaya anteriormente, e Silla é baseado em grupos clânicos confederados e baseado no conselho de chefes da sua estrutura política, começa a se expandir nessa região. E ela leva uma estrutura política diferente é um sistema chamado de conselho de chefes, designados como hwabaek e a figura do rei estava inserida nesse nesse sistema conselho de líderes, de clãs, com os Kim, os Park como apresenta na época o século IV e V. Eventualmente sistema de Silla como ela se amplia, ela vai começando a hierarquizar toda a sociedade de Silla, essa hierarquia era influenciada pelos ideais confucionistas de ordem, estabilidade e respeito, e a burocracia da sua mão de obra nos níveis a mais abaixo de administração. Essa hierarquia vai ser conhecida como kolpum que na verdade se traduz como “classificação óssea” no qual somente aqueles que pertencem a um grupo determinado por laços familiares de sangue, ou melhor de osso, aqueles que tinham “osso sagrado” que é “seonggol” poderiam almejar uma posição de comando do reino de Silla. Então até meados do século VII, essencialmente aqueles que decidiam da das famílias, dos clãs dos Kim e dos Park poderiam suceder no comando e no trono de Silla. Os outros membros poderiam almejar outros cargos, mas claro, tinham que comprovar suas ligações familiares e de aliados, então nisso Silla vai ter certa coesão e homogeneidade de sua elite de governantes, que claro, vão incorporando a liderança de outros estados conquistados.



O budismo também entra em Silla apesar de ser um pouco mais tardio do que em Koguryo e Baekje, no início do século VI o budismo começa a ser aceito entre a elite de Silla, em 527 um regente de Silla acabou oficializando o culto após o martírio de um monge budista da época que era Ichadon. E a morte desse monge conforme narra as crônicas budistas coreanos do século XIII, ele vai se manifestar num milagre no momento de sua morte para impressionar em converter toda aristocracia De Silla. Eles dizem que a sua profecia vai ser cumprida na sua execução, quando ele morre toda a extenção da Terra treme, o Sol escurece, as flores chovem do céu, e sua cabeça cortada clamou em direção às montanhas sagradas da região e leite jorrou abundantemente do seu corpo decapitado. O presságio claro, impressionou todos os presentes e foi considerado manifestação dos céus e todos os presentes então a começam a eventualmente se converter ao budismo. Uma vez declarado o budismo como oficial, Silla vai começar então a espalhar essa nova crença por onde ela vai conquistando na península coreana, no final do século VI Silla começa a denunciar as alianças que tinha com Koguryo ao norte, na verdade começa a ser cada vez mais evidente a rivalidade de interesses na península. Silla começa a procurar acordos mais vantajosos com o Reino vizinho de Baekje mais a Oeste, já tinha invadido a região de Gaya, Silla depois em 553 conquista toda a região central da península ao entorno do rio Han e depois disso Reino de Silla vai ver monumentos para marcar essas novas fronteiras, isso vai desagradar Baekje que vai entrar em confronto com Silla e vai resultar na derrota de Baekje em 553.


Ilustração dos Hwarang

Muito do sucesso do rei de Silla vai se dar em torno do uso da sua cavalaria em campo aberto, de uma elite organizada entorno dessa cavalaria, então são filhos de nobres “de osso”, que se dedicam a cavalaria, aos valores, que vão ser referidos como os cavaleiros Hwarang, que seriam os cavaleiros a floreados. Porque isso, porque eles eram primeiro, educados nos melhores valores da cavalaria, do respeito, da lealdade e também do cultivo e o refinamento dos modos, inclusive incluía o cultivo da leitura e da estética. Então eles eram considerados quase que uma espécie de “o perfeito cavalheirismo” que começa a surgir na sociedade Silla do século VI em diante.


Ilustração dos Hwarang

Então tudo isso o que vimos hoje vai ser determinante para a história coreana a partir do século VI E VII em diante. Fazendo um breve retrospecto, temos a presença de Han nos últimos séculos antes de Cristo a ascensão de Koguryo no norte, três reinos meridionais, a destacar Silla e Baekje. Silla eventualmente ele vai extender-se territorialmente, derrota Baekje e depois começa a atacar o reino de koguryo ao norte ao longo do século VI em diante. Eventualmente Silla vai dominar boa parte da região meridional, central e oriental da península coreana. Nos séculos posteriores veremos como isso vai se consolidar e vai assentar as bases da história coreana.


Leia também:


- Introdução a História da Coréia

- A História da Coréia 1 Pare 1


- Toda esta postagem foi baseada no livro "O Deus e o urso" de Emiliano Unzer.


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